Condições para a felicidade

Diariamente aceitamos diversas crenças e valores sem nem mesmo nos darmos conta disto. Absorvemos conhecimentos através do que vemos e ouvimos na tevê (novelas, filmes, noticiários, programas) ou do que lemos (livros, revistas, jornais, blogs, redes sociais) e dai formamos opiniões, conscientes e inconscientes.

Acreditamos que vivemos neste mundo com um objetivo pré-definido, seja ele a evolução espiritual para se alcançar uma nova dimensão, a vida eterna no paraíso, o próximo nível ou simplesmente para “crescer e multiplicar”.

Dia após dia buscamos interagir com o mundo ao nosso redor, buscamos por pessoas com gostos e sensações semelhantes às nossas. Daí os grupos, as amizades, as redes sociais e os relacionamentos amorosos e familiares.

Estas interações causam, naturalmente, conflitos interiores e exteriores. Porque, por mais que nos pareçamos com outros, somos indivíduos e temos um senso individual de auto proteção.

Em um momento estamos felizes e no outro nos vemos reclamando que a vida não é o que desejaríamos que fosse e nos consideramos infelizes.
Em poucos exemplos, a fonte da felicidade pode ser atribuída às coisas materiais como: o dinheiro, um emprego, uma casa ou carro. E às coisas espirituais como: saúde, paz, satisfação pessoal, amor, amizade.

Há os que consideram tudo como fontes para a felicidade, o material complementando o espiritual e vice-versa. Mas quais são as reais condições para a felicidade?

Há quem diga que trocaria todos os bens que possui por saúde ou paz. Há quem possui saúde e paz é não se sente feliz, nem realizado. Então, o sentimento de felicidade é fruto das nossas crenças e valores, que determinam as condições para sermos felizes.

Vale a pena refletir sobre o significado do que estamos vivendo? Ou a reflexão seria um caminho para um estado de loucura, decepção e depressão? Depende para onde e para o que se está olhando. Depende do quanto nos vemos como vítimas, vilões ou heróis.

Não é pecado questionar-se sobre o sentido da própria vida. Pecado é aceitar o que é imposto sem ao menos entender a razão daquilo. Isto, em alguns casos, é o que nos faz viver como prisioneiros ou escravos de uma situação.

Sem entrar em méritos éticos, políticos e religiosos proponha-se a um momento de reflexão sobre alguma eventual insatisfação em sua vida. Através de momentos íntimos, consigo mesmo, é possível se ouvir [a voz interior] para conseguir resolver grande parte dos conflitos pessoais.
Vivemos aquilo que está dentro das nossas mentes, ainda que, o que está dentro, tenha sido induzido.

A vida é o resultado das nossas ações e atitudes, ainda que não nos movimentemos.