A única razão para o seu desanimo

Você se sente desanimado e pensa que o melhor é desistir e dar o braço a torcer para a derrota.
Sente-se cansado de tentar, de buscar, de acreditar e de nunca conseguir alcançar.
Parece que todas as coisas estão distantes ou que são impossíveis, olha para o horizonte e vê seu sonho esmaecer dia após dia.

Existe uma única razão para o seu desanimo e para a sua descrença: Você.

As vezes somos os únicos culpados pelas nossas desistências, por nossos fracassos, por nossas derrotas.
Tentamos culpar o mundo, as pessoas, as circunstâncias, a falta de sorte, os recursos que temos, o tempo (ou a falta dele), entre outros possíveis culpados, mas não olhamos para nós mesmos como únicos responsáveis pelo sucesso ou fracasso de nossas vidas.

Existem pessoas que além de não apoiarem nossos sonhos, ainda nos atrapalham.
São aquelas que quando você conta entusiasmado sobre algum projeto ou ideia fantástica que teve elas te olham como se não tivesse entendido nada ou simplesmente dizem coisas como “quanto isto renderá?”, “isto não é difícil?” e “será que isto pode dar certo?”.
Elas não entendem que nem sempre o que imaginamos como um projeto visa necessariamente dinheiro (embora receber lucros seja muito bom) e que se fosse fácil alguém já teria feito em nosso lugar (talvez já fizeram, mas não como imaginamos que possa ser feito), se soubéssemos que daria certo não teríamos medo de errar (já teríamos investido tudo e já estaria pronto).
Até mesmo estas pessoas não são culpadas pelo nosso desanimo. Elas não são obrigadas a nos entender e a nos apoiar.
Nós é que, as vezes, acabamos dando ouvidos a estas pessoas e concordando com elas: “é mesmo, não vai dar certo. Melhor esquecer.”.

Uma das justificativas que mais gostamos de dar para não transformamos nossos sonhos em realidade é para a falta de recursos financeiros.
Dinheiro é, até certo ponto, o que move a engrenagem para as coisas acontecerem, mas não é o principal.
Se não possuirmos conhecimentos e discernimentos, o dinheiro não realizará nada sozinho.

As vezes a gente só precisa mesmo é de um ponto de apoio, de uma maneira diferente de visualizar nossos objetivos.
Normalmente tudo o que pensamos e desejamos para nossas vidas carece de lapidação.
Perguntas começadas pelas palavras “porque”, “quando”, “onde”, “quem” as vezes são fundamentais para que a gente consiga enxergar o momento em que vivemos e o momento que desejamos viver.

É muito difícil encontrar alguém que te apoie ou que se interesse em rever o nosso projeto, a fim de nos ajudar a eliminar os pontos negativos e sobrepor os positivos (se você encontrar uma pessoa que lhe ajude assim, agarre-a e lhe seja muito grato!).
Muitas vezes temos que trilhar pelo caminho dos erros e acertos até identificarmos o que funciona e o que não funciona.

Não adianta, chorar e lamentar servem apenas para nos fazer sentir fracassados.
Como é possível ser derrotado por nós mesmos e ainda nos sentirmos vítimas?

Nota de rodapé:
Existem algumas boas alternativas para se conseguir recursos financeiros, caso não os tenha.
Procure na internet sobre “ferramenta colaborativa para tirar o seu projeto do papel”.

Não importa o quão devagar você vá, desde que não pare. (Confúcio)

As vezes precisamos fazer alguns sacrifícios, daqueles que se contarmos a alguém não será entendido, mas desprezado.
As vezes precisamos ser decididos e comprometidos conosco mesmos.
Queremos tanto alcançar a linha de chegada com vitória, mas somos os primeiros a amolecer os braços durante a remada.
Precisamos todos os dias repetir para nós mesmos o que desejamos. Isto tem que ser feito em alta voz para que o cérebro “escute”!

Não culpe nada e ninguém por seus fracassos.
O ditado que diz “se quiser algo bem feito faça você mesmo” pode ser alterado para “se quiser algo, faça você mesmo.”.

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.
Carlos Drummond de Andrade